domingo, março 30, 2008

Esse ser criança


Quem é esse ser que mesmo antes de nascer ja muda nossa vida? Quem é esse ser que quando esta nascendo nos proporciona o maior misto de preocupação e felicidade? Quem é esse ser que nos enche de alegrias a cada descoberta? Quem e esse ser que é tão encantado que nos faz voltar no tempo e a procurar tempo para brincar correr sorrir e viver como a muito tempo não vivíamos? Esse ser se chama CRIANÇA, a razão pela qual ainda vale a pena lutar em todos os sentidos.

segunda-feira, março 17, 2008

Para estar a bordo do barco da filosofia preciso...

...antes de tudo precisamos saber para onde vamos e para que vamos?
Analisado esses fatores fazemos um julgamento se vamos ou não, na aula de filosofia as respostas das crianças foram de que fazemos filosofia por querer conhecer outros lugares, nos conhecer melhor, então convite, "quem quer ir comigo no barco da filosofia?" e a resposta de todos foi que sim, então o próximo passo foi o de arrumarmos as bagagens e claro uma bagagem diferente, pois para essa jornada precisamos levar apenas...
Acima de tudo o amor, esse não pode faltar

a FELICIDADE

a UNIÃO

e a FORÇA
Não somente a física que também é importante mas principalmente a força de vontade, essa é indispensável

Qual o sentido de minha vida?

Desenho do aluno Thiago da 3ª série

Esse foi o tema proposto em uma de nossas aulas na escola Aldeia do Sol, nas turmas de 4ª e 3ª série. Após ter lançado o tema como é de costume em nossas aulas deixo livre para que cada um fale o que pensa sobre o tema, as respostas quase sempre surpreendem pela sua riqueza, onde um existe para ajudar outro para proteger o planeta outro para estudar, mas claro é certo que todos não esqueceram de citar que nascem para brincar e ser feliz, afinal o objetivo da aula era esse fazer com que as crianças percebam que nascemos acima de tudo para ser feliz e que para ser realmente feliz tenho que saber cuidar da vida, amar todos os seres e descobrir o valor de cada coisa, afinal a felicidade não é um bem só meu, pelo contrário para realmente existir precisa ser compartilhado e compartilhá-lo é fazer com que não só eu, mas sim todos sejam felizes.

segunda-feira, março 03, 2008

PARA PROFESSORES




Círculo vicioso



Há nas nossas escolas um problema crónico: o da falta de disciplina.

É frequente que os alunos não se sintam bem dentro das salas de aula. Que não tenham o comportamento adequado a esses locais. Que, inquietos ou turbulentos, não permitam o ambiente de sossego necessário à aprendizagem dos colegas.

Existe uma causa que pode justificar o mau ambiente dentro das salas de aula. É que elas não são, nem podem ser, um oásis no meio do ambiente mais vasto que as rodeia: o pátio da escola, as famílias, a localidade, o país, o mundo. O mundo está cheio de guerras e crimes, as famílias estão desunidas ou quebradas, as televisões transmitem constantemente violência e pornografia.

Existe ainda outra causa, essa mais natural e compreensível: os jovens não foram feitos para estarem sentados em sossego durante largos minutos, escutando discursos muitas vezes aborrecidos. Sentem-se melhor correndo, brincando, convivendo. E lá vão tentando que as aulas se transformem em lugar de convivência, de brincadeira ou... de corrida.

Um professor pouco pode fazer para modificar isto.

Mas deve lembrar-se de que se o ambiente exterior influencia o ambiente da aula, também é certo que o ambiente da aula pode influenciar - e de facto influencia - o ambiente exterior.

As aulas não correm bem porque as coisas no mundo correm mal, mas as coisas no mundo correm mal também porque as aulas não correm bem.

O professor tem nas mãos, de algum modo, as chaves que podem contribuir para quebrar este círculo vicioso. São os homens os agentes de quase tudo o que no mundo corre mal, mas a educação desses homens passa, em parte, pela escola. Reside nos professores uma das grandes esperanças da humanidade.

Pede-se ao professor que seja educador, que não se limite a transmitir - melhor ou pior - os conteúdos da sua disciplina. Que actue positivamente nos seus alunos, nas famílias, no mundo.

Pede-se ao professor que, primeiro, seja exigente consigo mesmo. Que se esforce por ser uma pessoa melhor, que dê melhor as suas aulas. São do Diário de Sebastião da Gama as palavras seguintes: «Lembro agora a primeira vez que, em Setúbal, a meio do ano, me julguei forçado a pôr fora da aula um aluno: fiquei tão doente que parti o giz que tinha nas mãos e já não fui capaz de continuar a aula. Esse desgosto era sobretudo um desgosto de coração. O de hoje é diferente: o Fosco saiu, porque fez barulho - e fez barulho, porque a aula lhe não interessou - e não lhe interessou "talvez", porque ela não tinha interesse nenhum - e quem devia ir para a rua era eu».

Desta exigência do professor consigo mesmo, da sua intenção educativa, do nível de seriedade profissional que dá às suas aulas nasce inevitavelmente qualquer coisa que é semelhante a... um oásis. Um aqui, outro além... até que inundem o mundo.

Paulo Jorge Geraldo